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Aluguel mais barato? Índice utilizado no reajuste desacelera em maio. Entenda os efeitos no bolso

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Folha Vitória

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é considerado a principal métrica utilizada para reajuste do valor do aluguel. De acordo com uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, divulgada nesta segunda-feira (30), o indicador vem desacelerando nos últimos meses.

Em maio, o IGP-M manteve a tendência e perdeu força, avançando 0,52% no mês. Em abril deste ano, o crescimento registrado foi de 1,4%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice soma elevação de 10,72%, bem menos que a registrada no mesmo período do ano passado, quando era de 37%. Mas, o que isso significa na prática?

Com a desaceleração, algumas pessoas se perguntam se o aluguel vai ficar mais barato? A reposta é: não. O “freio”, na verdade, está no percentual de reajuste. A desaceleração faz com que o reajuste tenha um percentual menor do que foi no ano passado, por exemplo.   

O economista Eduardo Araújo explica que, com o IGP-M em desaceleração, fica mais fácil para negociar os novos valores.

“A situação melhorou, isso significa que a inflação para essas pessoas que usam esses índices vem desacelerando, o que é uma coisa positiva. Traduz uma tendência de negociação melhor para as pessoas que tem contrato de aluguel”, disse. 

O reajuste é válido para os contratos que fazem aniversário em maio. Na prática, os inquilinos que pagam atualmente R$ 1.500 de aluguel, por exemplo, terão que desembolsar R$ 1.680 por mês a partir de junho. 

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A gerente de locação Juliana Rocha aposta no bom senso na hora de negociar. Ela afirma que o locador tende a ser flexível diante de alguns fatores.

“Tudo é negociável. O dono do imóvel pode aplicar os 10% do IGP-M como isso pode ser renegociado. Ele vai verificar se o valor está dentro do valor de mercado. O inquilino que não dá trabalho, que mantém as contas em dias, tem mais chances do proprietário ser legal e negociar com mais facilidade”, destaca.

O cálculo do IGP-M leve em consideração a variação dos preços de bens e serviços, com de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente da apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.

O economista lembra ainda que a variação do IGP-M ao longo do ano também depende de questões externas, com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A orientação é que o inquilino negocie o contrato com base em outro índice, como o IPCA.

“Esse é o índice de inflação que é utilizado para correção de salários mínimos. Ele tende a refletir melhor a situação de custos de vida das pessoas, enquanto o IGP-M leve em consideração o custo de produção de empresas e isso pode trazer surpresas”, explicou.

*Com informações da repórter Luana Damasceno, da TV Vitória/Record TV.

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